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terça-feira, 9 de novembro de 2010

A escuridão disfarça as lágrimas,
Que despencam de meus olhos.
A velha maquiada me espera
Ao final do caminho de crânios
Vejo corpos pendurados nas velhas arvores
E elas me dizem...
É apenas um jogo
O cheiro do sangue desperta meus sentidos
Ouço os latidos e uivos distantes
E eles se aproximam cada vez mais
Já não distingo medo de raiva
Meu interior transforma – se em uma grande mistura
Agarro meu destino com fervor e instiga
Olhos abertos, ouvidos alertas e olfato atento
Ela reaparece, com sua maquiagem branca
E fala sobre a terra e o seu sangue ruim
Somente o que posso fazer é exalar meu pensamentos
E como uma espécie de espelho
Ela traduz tudo o que eu tento dizer
Como era de se esperar
Ela arranca meu crânio,
Devora meu cérebro, destroi minha vida
Os restos são atirados aos cães e lobos
A senhora da maquiagem branca...
O caminho de crânios,
As velhas arvores...
A minha vida,
A minha morte..

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